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A Assembleia Municipal do Seixal reuniu em sessão ordinária a 29 de abril de 2026. O período de intervenção do público foi marcado por duas moradoras da Torre da Marinha que denunciaram o ruído e vibrações causados por equipamentos de refrigeração de um supermercado (ELO) na Praceta José Gomes Ferreira, problema que se arrasta desde 2023 sem resolução efetiva. Um terceiro munícipe, Carlos Rodrigues Vieira, abordou questões relacionadas com cedências de terrenos no Pinhal da Cunha e a providência cautelar relativa ao aterro da Amarsul. O vereador Marco Fernandes (PS) comprometeu-se publicamente a notificar o estabelecimento para apresentar avaliação acústica acreditada, sob pena de suspensão de atividade ou encerramento preventivo.
No período antes da ordem do dia, foram debatidas e votadas várias saudações e moções comemorativas: os 50 anos da freguesia de Corroios (aprovada por maioria), três documentos sobre o 25 de Abril e os 50 anos da Constituição (aprovados com votos contra da CDU), uma recomendação da Iniciativa Liberal para a realização de sessão solene do 25 de Abril (aprovada com votos contra da CDU), uma saudação aos antigos combatentes do Chega (aprovada com votos contra da CDU e do Bloco de Esquerda), uma moção pela abolição das portagens na A33 (aprovada por maioria, com apenas a IL a votar contra), a saudação ao 1.º de Maio do PS (rejeitada) e uma moção do PS por um Seixal mais empreendedor com incubadora de empresas (aprovada por maioria).
O ponto central da ordem do dia foi a apreciação e votação do Relatório de Atividades e Prestação de Contas do exercício de 2025. A oposição (PS, Chega, AD/PSD, IL e Bloco de Esquerda) criticou a falta de indicadores mensuráveis, a dependência excessiva de receitas fiscais (IMT e IMI), o aumento de gastos com pessoal, a execução insuficiente do plano plurianual, problemas nas escolas, mobilidade deficiente e o incumprimento de deliberações da Assembleia Municipal. A CDU defendeu os resultados positivos, destacando o resultado líquido positivo, a elevada execução das GOP, a redução da dívida bancária e os investimentos em curso. O relatório foi aprovado apenas com os votos favoráveis da CDU (16 votos), tendo o PS se abstido e os restantes partidos votado contra.